domingo, 19 de julho de 2009

"o elogio é a maior arma do ser humano"

acordar e sentir que a cabeça vai explodir, literalmente, é a pior coisa do mundo. ressaca. agora, já me sinto melhor, o paracetamol me ajudou, em termos, já que ele contribuiu para a destruição ainda maior do meu fígado.

é nesse cenário de recuperação, ao som de tom waits, que me encontro agora. é nele que comento sobre a capacidade limitada de certas pessoas em não saberem aceitar|receber a atenção de outras. por atenção, leia-se carinho, sentimentos ou ações relacionadas. acreditam, de forma inocente e padronizada, que precisam retribuir na mesma moeda. não sabem, então, que o feito por si só já traz esse retorno. enviar um sms|email (tempos modernos), flores (tempos antigos), convidar para jantar, levar um chocolate. nada disso precisa de retorno, além do saber que o recebido foi bem aceito. e, aí que encontra-se algo engraçado: as pessoas não estão preparadas para absorverem coisas boas, isso as desconcertam, criam nelas um sentimento de culpa, por não poderem retribuir da mesma maneira, por não sentirem o mesmo. e por não saberem lidar com isso, afastam aquelas que estão dispostas a oferecer uma atenção verdadeira.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

o testamento

essa semana me senti com o pé na cova. adoeci e fiquei torcendo por uma gripe suína ou dengue, para justificar minha não-vontade-de-fazer-nada, que há dias me consome. bom, mas depois de uma visita à uma médica, que estava bem pior que eu, descobri que não tinha nada além de uma "gripe normal", mesmo insistindo para ela que poderia haver algo mais... depois dessa semana calorosa (acima dos 38 graus frequentes), fiquei me questionando (aquelas grandes indagações existenciais de uma importância suprema): se eu morrer agora, exatamente agora, o que poderei deixar aos outros? fiz, então, um inventário das minhas coisas e divulgo essa valorosa lista aqui:

a. 2 camisetas pretas: uma que fede pra caralho com qualquer pingo de suor e outra que está com as suvacas brancas, por causa dos excelentes desodorantes ultra-transpirantes que uso;

b. 2 pares de sapato: um furado e outro querendo ser cowboy;

c. 3 bermudas: uma que só cabe em mim quando tiro o botão, outra que tem uns 5 anos e costumava ser verde e a terceira que deixou de ser bermuda e passou a ser pano de chão há tempos, só não aceitei ainda essa posição;

d. zero tênis: é, não tenho tênis, calça jeans idem;

e. 1 notebook cheio de mancha preta do suor dos meus braços;

f. 1 ipod da geração alpha da apple: meu mais precioso bem, deve valer uns 30 reais hoje em dia. como perdi o fone, acho que consigo uns 20 nele;

g. 1 par de chinelas havaianas brancas, semi-novas.

depois de ver que minha vida se resume a esses bens materiais, procuro cada vez mais uma saída espiritual. quem souber de um mosteiro por perto, me dá um toque, preciso valer mais que essa lista de supermercado aí de cima.