domingo, 23 de setembro de 2012

take my baby to the carnival



na mesma dança onde só ela poderia dizer o "sim" ou o "não", faz questão de comer o espaço que está em sua volta e ditar ordens para os cafajestes que estão por lá. afirma, ainda meio que cambaleando, que somente ela pode ser atraente. afirma, meio que cambaleando, que só ela é capaz de criar desejo em alguém que já sabe um pouquinho demais sobre ela.

e faz cancelar a ida para casa. a ida ao encontro da outra mulher, aquela que até então, para ele, seria a mais desejada da noite. o faz cancelar, simplesmente por mostrar seios. distantes, estão em meio ao tecido que mescla o verde, o cinza, o vermelho e o decote.

e depois escancara os dentes, é agressiva. firma amizade com o garçom e expulsa quem está próximo. grita que é independente e que homens obsessivos não possuem espaço em sua vida. sente prazer na sua contradição. espera na calçada e nega o beijo. vai embora e despreza. não esquece de sorrir dias depois.

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