domingo, 26 de agosto de 2012

calça marrom que senta e espera



ela, que poderia ser ausente em sua obrigação de apresentar-se, cria o momento do se envolver no vermelho e explora charme - o exaltado por todos - como arma para prolongar a espera pelo beijo. estira seu corpo para lá, na mesma medida em que mantém seus lábios próximos e usa a distância segura e previsível para aumentar o prazer do desejo-homem-zebra. ela finge se distrair, ele pensa ser interessante. ela diz: "desejo o que já tive prazer, quando nem me imaginava sob efeito de álcool". ela beija, ele se engana. o outro, distante, assume: "estou certo, haverá outra noite".

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