segunda-feira, 23 de novembro de 2009

"vamos dar uma volta por aí, sem destino..."



acordei por volta das 11h nesse domingo, com um convite de pons, que falava "vamos dar uma volta por aí, sem destino, o dia está lindo"; primeiro exitei, a preguiça era de outro mundo, já que no dia anterior eu sai e havia chegado de madrugada. levantei, vim até a porta e vi que o dia estava realmente pedindo uma voltinha, pois o céu estava aberto, algo que não acontecia há 1 semana... choveu muito esses dias, muito mesmo. tomei um banho e fomos em direção à catembe, que é a parte de maputo que se chega após atravessar o mar numa balsa.



depois, seguimos as estradas e demos uma de desbravadores, muitas visões bonitas e logo paramos para o almoço: o famoso arroz com mariscos. barriga cheia, continuamos seguindo em paralelo ao mar e, após alguns minutos, entramos numa trilha em busca dele.


e agora, pai véi?

não fazíamos a mínima idéia de onde estávamos e além de mato, só viamos cabanas e ocas abandonadas, uma pessoa aqui e outra ali... chegamos até o final da trilha e não encontramos nada.


eu, mijando na áfrica.

quando voltamos para a estrada, conhecemos thomas e manoel, que disseram saber como chegar até lá. fizemos um contrato temporário com eles, sem muitos direitos trabalhistas, e chegamos por lá em poucos minutos. eram duas crianças brincalhonas e na volta eles pelezaram e esconderam nossas bolas de tênis... após árdua negociação, acabamos deixando-os com uma delas e pagamos pelo seu trabalho.


dona carolina, mutcho lokita.

pegando a estrada de volta, encontramos uma véa encapetada por uma bebida com aspecto de água de esgoto, a dona carolina. após negarmos umas 350 mil vezes a tal bebida, seguimos em frente rumo à balsa, de volta para casa. chegando em casa, fui direto para a cama, tirar o atraso da noite anterior. acordei e: cadê o povo? sumiram todos, inclusive o elemento aí embaixo, que no momento aparentava "aquela" disposição:



fotos by pons, meu fotógrafo pessoal.

domingo, 15 de novembro de 2009

"quem converte, não se diverte"

essa foi a frase que ouvi de maia na sexta à noite, quando tentava, sem muito sucesso, converter a moeda local (metical) em dólar americano para só depois comparar com o real... coisa de principiante. após a exaustiva jornada, que foi iniciada às 14h30 da quarta-feira, cheguei em maputo na hora marcada, 10h40 da manhã dessa sexta, num calor que aparentava 41 graus, infernal. nessa viagem, tive o prazer de rever bons amigos em são paulo e à eles - nodinha, guilherme e tarsila - meu enorme obrigado pelo apoio logístico na gigantesca capital. noite divertida, com muito carinho vindo de todos os lados.

o estalo que cheguei só ocorreu quando acordei na sexta-feira, olhei para os lados e não vi as paredes do meu quarto. estou momentaneamente na casa dos cababons serginho, pons e lenin, que viraram irmãos desde a primeira vez que vim pra cá. victor e zeca completam a turma de forasteiros. todos figuras, sintonia perfeita a todo momento... falar nisso, vários deles estão há 48h regados em jack daniels, linguiça com mostarda e, de sobremesa, chocolates com nozes e avelãs. serginho, com toda a sua atenção, me emprestou o livro "o quinto mandamento", que trata do assassinato do casal richthofen. uma boa leitura , bem leve, feita para os dias iniciais daqueles que estão bem longe de casa.

amanhã começa a ralação pra valer. vou me reunir com os sócios daqui, definir a estrutura da empresa e como iremos atuar no mercado. no final do mês, darei uma palestra no workshop de lançamento da revista do melhores marcas de moçambique. será uma experiência boa, onde lançaremos a empresa para os empresários de todo o país e outras agências também. a partir de amanhã, começo a traçar meu objetivo: o de fazer história por aqui. a cabeça tá fervendo, não só com as expectativas já criadas, mas também com as novas oportunidades que vivencio a cada momento, mesmo em tão pouco tempo por aqui.

a saudade já bateu por aqui, claro. ler logs, ver fotos e acessar profiles serão atividades nerds recorrentes pelos próximos dias. é o natural da coisa, não? abraço à todos.