segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

como (não) perder uma francesa em 7 dias


essa semana tive o prazer de presenciar um dos casos mais hilários de como um homem pôde "perder" uma mulher tão rapidamente, fazendo tudo, exatamente tudo, aquilo que não se deve fazer. vou aqui reproduzir um manual prático de como se perder uma francesinha em tão pouco tempo. é preciso destacar a nacionalidade da garota, pois o fato de ser francesa muda tudo, apesar de alguns erros cometidos terem sido universais. bom, vamos aqui que interessa:

1. o primeiro encontro

foi num sábado à noite, que ele a viu pela primeira vez. foi convidado por um amigo em comum à visitar um centro onde tocava uma banda local e lá estava ela, sentada, como a maioria das outras pessoas, de costas para ele. ela queria apreciar a banda, sentir o clima local, regional, vivenciar a cultura de perto. uma autêntica francesa pelo mundo. ele, só pensava em encher a cara, como se fosse a última noite de sua vida. ao entrar no local, foi com um amigo para a frente do palco e começou a dançar, de forma ridícula, se imaginando "o cara" da noite. não bastasse, tirou uma versão reduzida de whiskey do bolso e começou a beber, se tornando a única pessoa a fazer isso no recinto. já chegou mostrando a que veio.

dica #1: se você não sabe dançar, não dance, pois o máximo de atenção que você conseguirá da sua garota é um forte apelo de "por favor, pare de ser ridículo, eu não preciso ver isso". uma boa francesa tem um gosto refinado e apesar de querer apreciar as diferenças culturais, ela saberá diferenciar também o que é bom e o que é ruim, portanto, um pouco de senso do ridículo é sempre bem vindo.

2. a primeira farra

no dia seguinte ao primeiro encontro, houve um diálogo minimo entre os dois, mas nada que gerasse intimidade. na verdade, ele sabia muito pouco sobre ela até então, o que deveria ter causado cautela nele, mas obviamente não foi isso que ocorreu. na noite de quarta-feira, se encontraram em uma festinha leve, uma espécie de entrada para a noite que os esperava. o garotão, descolado como só ele é, já partiu para as boas doses de whiskey, umas duplas, outras triplas. novamente, o diálogo foi curto, mas o suficiente para mais um vacilo do garoto. eis a situação: em um determinado momento da noite, ele olha para os lados e não a encontra... depois de alguns minutos, ela aparece e ele, entrosadão, pergunta: "tá sumida hein!?" - ela hesita em responder, faz uma carinha da francesa mais doce do universo e ele, sem motivo algum, questiona novamente "e aí, tava onde?", ela faz um gesto como se tivesse telefonando, meio sem jeito, mas ele insiste - novamente sem motivo algum - e ela responde, totalmente desconcertada "estava no banheiro". ou seja, ela estava cagando fazendo "aquilo" e ele não percebeu algo tão lógico.

dica #2: não tente prolongar uma conversa que não vai gerar nada de bom, principalmente se você já perdeu a conta de quantas doses tomou. há outras maneiras de se criar entrosamento e com certeza essa não foi a melhor para uma boa apreciadora de vinhos, um doce de pessoa.

3. a primeira mensagem

todos sabem que a combinação álcool + tecnologia (celular e redes sociais) é fatal, bem pior que álcool + direção (o governo deveria investir em campanhas do tipo "se beber, não envie sms"). eu mesmo sou prova disso, mas nosso amigo se superou dessa vez. após chegar da "primeira farra", ele decide enviar um sms para a amiga dela - o que é pior - dizendo "oi, faz um favor? avisa a fulana que ela é linda. sim, estou bêbado (yes, i'm drunk) ;p". é isso mesmo: houve uma tradução da pior parte da frase, como se ela fosse americana e, não, francesa... e esse sorrisinho ";p" atestou o seu estado alcoólico. não preciso destacar que o primeiro encontro dele com ela após essa mensagem foi um tanto constrangedor, mas ambos fingiram que nada aconteceu.

dica #3: se estás apaixonado e bêbado, permaneça longe de qualquer coisa que possa enviar algum tipo de mensagem à distância, incluindo aparelhos celulares, computadores com acesso à internet e amigos sacanas que, por ventura, possam também realizar tais atividades.

4. a última mancada

após o envio do sms, ele decidiu que seria melhor chutar o balde e desistir de vez dela. incapaz de ser racional, prefere exaltar seu lado emocional e, numa noite de sábado, exatamente 7 dias após conhecê-la, dá seu último tiro, o de misericórdia. estando presente ao seu lado durante uma festa, durante aproximadamente 2h, sem dialogar nada, exatamente nada, resolve ir embora e solta uma piadinha para a amiga dela, também francesa, alias, esteriotipadamente francesa: "se algum homem chegar perto de fulana, você me avisa, tá?" seguido de um sorrisinho maroto. a amiga dela fez um sinal de "ok", mas aparentou seriedade e muita, muita preocupação.

dica #4: nunca subentenda que a piada que você faz costumeiramente no seu país irá rolar em outros lugares do mundo. nesse caso, o que provavelmente ela pensou a respeito dele foi que o mesmo era um psicopata-sexual-terrível-e-perigoso, louco pra brigar com quem se aproximasse da amiga dela.

após uma semana intensa, o nosso amigo resolveu deixar de lado essa paixão dele e chegou à conclusão de que "francesas são complicadas demais".

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

"vamos dar uma volta por aí, sem destino..."



acordei por volta das 11h nesse domingo, com um convite de pons, que falava "vamos dar uma volta por aí, sem destino, o dia está lindo"; primeiro exitei, a preguiça era de outro mundo, já que no dia anterior eu sai e havia chegado de madrugada. levantei, vim até a porta e vi que o dia estava realmente pedindo uma voltinha, pois o céu estava aberto, algo que não acontecia há 1 semana... choveu muito esses dias, muito mesmo. tomei um banho e fomos em direção à catembe, que é a parte de maputo que se chega após atravessar o mar numa balsa.



depois, seguimos as estradas e demos uma de desbravadores, muitas visões bonitas e logo paramos para o almoço: o famoso arroz com mariscos. barriga cheia, continuamos seguindo em paralelo ao mar e, após alguns minutos, entramos numa trilha em busca dele.


e agora, pai véi?

não fazíamos a mínima idéia de onde estávamos e além de mato, só viamos cabanas e ocas abandonadas, uma pessoa aqui e outra ali... chegamos até o final da trilha e não encontramos nada.


eu, mijando na áfrica.

quando voltamos para a estrada, conhecemos thomas e manoel, que disseram saber como chegar até lá. fizemos um contrato temporário com eles, sem muitos direitos trabalhistas, e chegamos por lá em poucos minutos. eram duas crianças brincalhonas e na volta eles pelezaram e esconderam nossas bolas de tênis... após árdua negociação, acabamos deixando-os com uma delas e pagamos pelo seu trabalho.


dona carolina, mutcho lokita.

pegando a estrada de volta, encontramos uma véa encapetada por uma bebida com aspecto de água de esgoto, a dona carolina. após negarmos umas 350 mil vezes a tal bebida, seguimos em frente rumo à balsa, de volta para casa. chegando em casa, fui direto para a cama, tirar o atraso da noite anterior. acordei e: cadê o povo? sumiram todos, inclusive o elemento aí embaixo, que no momento aparentava "aquela" disposição:



fotos by pons, meu fotógrafo pessoal.

domingo, 15 de novembro de 2009

"quem converte, não se diverte"

essa foi a frase que ouvi de maia na sexta à noite, quando tentava, sem muito sucesso, converter a moeda local (metical) em dólar americano para só depois comparar com o real... coisa de principiante. após a exaustiva jornada, que foi iniciada às 14h30 da quarta-feira, cheguei em maputo na hora marcada, 10h40 da manhã dessa sexta, num calor que aparentava 41 graus, infernal. nessa viagem, tive o prazer de rever bons amigos em são paulo e à eles - nodinha, guilherme e tarsila - meu enorme obrigado pelo apoio logístico na gigantesca capital. noite divertida, com muito carinho vindo de todos os lados.

o estalo que cheguei só ocorreu quando acordei na sexta-feira, olhei para os lados e não vi as paredes do meu quarto. estou momentaneamente na casa dos cababons serginho, pons e lenin, que viraram irmãos desde a primeira vez que vim pra cá. victor e zeca completam a turma de forasteiros. todos figuras, sintonia perfeita a todo momento... falar nisso, vários deles estão há 48h regados em jack daniels, linguiça com mostarda e, de sobremesa, chocolates com nozes e avelãs. serginho, com toda a sua atenção, me emprestou o livro "o quinto mandamento", que trata do assassinato do casal richthofen. uma boa leitura , bem leve, feita para os dias iniciais daqueles que estão bem longe de casa.

amanhã começa a ralação pra valer. vou me reunir com os sócios daqui, definir a estrutura da empresa e como iremos atuar no mercado. no final do mês, darei uma palestra no workshop de lançamento da revista do melhores marcas de moçambique. será uma experiência boa, onde lançaremos a empresa para os empresários de todo o país e outras agências também. a partir de amanhã, começo a traçar meu objetivo: o de fazer história por aqui. a cabeça tá fervendo, não só com as expectativas já criadas, mas também com as novas oportunidades que vivencio a cada momento, mesmo em tão pouco tempo por aqui.

a saudade já bateu por aqui, claro. ler logs, ver fotos e acessar profiles serão atividades nerds recorrentes pelos próximos dias. é o natural da coisa, não? abraço à todos.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

tocando o terror

"deve ser o macho". sem mais...


domingo, 20 de setembro de 2009

a visão moçambique

após 20h de voos e mais umas horas chatas em conexões, cheguei à maputo, capital de moçambique ontem à noite. hoje pela manhã, fui para o famoso "mercado do peixe" e tive a grata surpresa de ouvir "reginaldo rossi" sendo interpretado por um cantor local, afinal, corno existe em todo lugar mesmo. abaixo, o vídeo do momento emocionante, fotos de "pons", onde foram aplicadas seu ultra-filtro-fodástico-do-photoshop, e outras minhas (as piores, claro):




















domingo, 19 de julho de 2009

"o elogio é a maior arma do ser humano"

acordar e sentir que a cabeça vai explodir, literalmente, é a pior coisa do mundo. ressaca. agora, já me sinto melhor, o paracetamol me ajudou, em termos, já que ele contribuiu para a destruição ainda maior do meu fígado.

é nesse cenário de recuperação, ao som de tom waits, que me encontro agora. é nele que comento sobre a capacidade limitada de certas pessoas em não saberem aceitar|receber a atenção de outras. por atenção, leia-se carinho, sentimentos ou ações relacionadas. acreditam, de forma inocente e padronizada, que precisam retribuir na mesma moeda. não sabem, então, que o feito por si só já traz esse retorno. enviar um sms|email (tempos modernos), flores (tempos antigos), convidar para jantar, levar um chocolate. nada disso precisa de retorno, além do saber que o recebido foi bem aceito. e, aí que encontra-se algo engraçado: as pessoas não estão preparadas para absorverem coisas boas, isso as desconcertam, criam nelas um sentimento de culpa, por não poderem retribuir da mesma maneira, por não sentirem o mesmo. e por não saberem lidar com isso, afastam aquelas que estão dispostas a oferecer uma atenção verdadeira.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

o testamento

essa semana me senti com o pé na cova. adoeci e fiquei torcendo por uma gripe suína ou dengue, para justificar minha não-vontade-de-fazer-nada, que há dias me consome. bom, mas depois de uma visita à uma médica, que estava bem pior que eu, descobri que não tinha nada além de uma "gripe normal", mesmo insistindo para ela que poderia haver algo mais... depois dessa semana calorosa (acima dos 38 graus frequentes), fiquei me questionando (aquelas grandes indagações existenciais de uma importância suprema): se eu morrer agora, exatamente agora, o que poderei deixar aos outros? fiz, então, um inventário das minhas coisas e divulgo essa valorosa lista aqui:

a. 2 camisetas pretas: uma que fede pra caralho com qualquer pingo de suor e outra que está com as suvacas brancas, por causa dos excelentes desodorantes ultra-transpirantes que uso;

b. 2 pares de sapato: um furado e outro querendo ser cowboy;

c. 3 bermudas: uma que só cabe em mim quando tiro o botão, outra que tem uns 5 anos e costumava ser verde e a terceira que deixou de ser bermuda e passou a ser pano de chão há tempos, só não aceitei ainda essa posição;

d. zero tênis: é, não tenho tênis, calça jeans idem;

e. 1 notebook cheio de mancha preta do suor dos meus braços;

f. 1 ipod da geração alpha da apple: meu mais precioso bem, deve valer uns 30 reais hoje em dia. como perdi o fone, acho que consigo uns 20 nele;

g. 1 par de chinelas havaianas brancas, semi-novas.

depois de ver que minha vida se resume a esses bens materiais, procuro cada vez mais uma saída espiritual. quem souber de um mosteiro por perto, me dá um toque, preciso valer mais que essa lista de supermercado aí de cima.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

"a beleza é uma carta aberta de recomendação"


"mulher fantasma" (arthur ricardo)
mas ela não era só bela, havia algo mais. tentei descobrir a noite toda, apenas observando, já que minha falta-de-coragem estava à flor da pele ontem (certo, ela sempre está, não tenho como negar). acho que foi a aparente timidez dela que me atraiu. mas eu tenho certeza que ela não é tímida. ela é daquelas caladas, mas que possui uma vontade enorme de expor que é diferente, de companhia agradável, a que faz muita falta quando não se tem por perto.

"o que a bebida não faz" e o "eu não sou assim" (sonorizado com voz de menininha fresca)

sim. o que ela não é capaz de fazer? há pouco, conversava com uma "amiga" (as aspas são para definir que a relação é sexual apenas e, não, a "amizade colorida" sem graça) e quando brinquei algumas vezes, em um tom mais profundo (um bom trocadilho), ela veio me policiar. que eu me lembre, quando a mesma vira o primeiro copo de cachaça, as obscenidades aparecem em um nível jamais aceitável em meios ditos "sociais". é algo assim terrível, palavras de baixo calão que até me deixam envergonhado, como bom moço que sou.


"eva depravada" (arthur ricardo)
dia desses, conversava com um amigo sobre o quanto as pessoas se enganam todos os dias, em praticamente todas as relações que fixam, sejam de amizade, profissionais ou afetivas (leia-se "namoricos"). a questão não é agir como outra pessoa de vez em quando, pois isso é normal, mas é agir como outra pessoa a todo instante. é uma espécie de jogo, onde todos trapaceiam, mas fingem que isso não acontece.

ser verdadeiro é a ação que mais me atrai nas pessoas, em especialmente as mulheres. ser primitiva, então, nem se fala. o "eu não sou assim", sendo, é muito broxante. não falar de sexo, prazeres, sabores, gestos, é broxante. muito. enganam-se aquelas que pensam que o homem não valoriza as que falam sobre isso. falar sobre o assunto e ser de baixo nível são coisas diferentes (tudo bem que às vezes estamos atrás do baixo nível mesmo, pois ser homem tem dessas coisas boas). ontem, num bar, como em várias outras vezes, percebi: todas as pessoas ali queriam se comer. poucos tiveram sucesso.

negar o que faz parte da nossa espécie, do eu mais primitivo possível, é algo tolo demais. é meio que viver pela metade.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

meu carnaval 2009 em caicó

1 litro de smirnoff: R$ 17,50;

1 latinha de pitú: R$ 2,50;

ser atropelado pelo caminhão do bloco do magão a 5km/h no primeiro dia de festa: não tem preço.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

minutos de terror



sim, o terrorismo está ao nosso lado, como dizem os americanos. eles estavam certos, vou provar. ontem, domingo, estava em uma lanchonete com um amigo (amigo?) e ele me intimou "amanhã às 6h da manhã iremos fazer spinning e caso você não vá, passarei na sua casa após a aula e gritarei: 'seu gordo preguiçoso!'". acordei às 5h28min, esperando algo cansativo, pois já havia visto em matérias de tv o quanto esse exercício fazia perder 1 trilhão de calorias em 1h de prática. cansativo é uma coisa, terror é outra. cheguei na academia, ajustei a bicicleta e comecei a sofrer mortalmente. pressão por todos os lados: música ruim + pessoas empolgadas às 6h da manhã (como pode?). após 45 minutos de aula, me sinto bem em dar algumas dicas para os iniciantes:

1. o foco principal na sua mente deve ser "sobrevivência". achar que você será o super-atleta - ou até mesmo o mais medíocre dessa classe - é tolice. sobreviver é a lei;

2. jamais, jamais (leia-se novamente: jamais) siga as instruções do professor, pois cada pedido dele é uma ordem ao seu desgaste excessivo;

3. interprete sabiamente todos os comandos dele, seguindo a seguinte linha: quando ele pedir "pessoal, vamos aumentar a carga e subir ladeira", deite-se na bicicleta - se possível, durma de olhos abertos. se ele disser "só falta mais 1 música", não se anime muito, pois essas músicas eletrônicas duram 10 minutos cada;

4. procure por alguém na turma que seja mais inútil que você. é de conhecimento de todos que o ser humano sente prazer ao ver o seu semelhante em posição pior que a sua e essa aula é a prova final que isso é verdade, sem frescuras. é a verdade absouta. >> "desculpe-me gordinha, mas você parou de pedalar mais vezes que eu";

seguindo essas dicas rápidas você poderá se tornar um paulo cintura em breve, "yeah yeah".

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

insônia...

...docaralho.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

nós fazemos.