sábado, 15 de novembro de 2008

diálogos de sexta à noite...

na saída de um novo bar, direcionado ao sucesso das noitadas da galera...

- e aí cara, tás aí desde que horas?
- rapaz, há pouco tempo... vacilei. tomei cana de tarde, e quando cheguei aqui, já tava vazio de carro.
- você é de onde?
- recife.
- ah, eu conheço um pouco... há 10 anos atrás tive uma namorada lá...
- mas você não ia...
- sim, eu ia... todo mês ia lá ficar com ela, ao menos 1 final de semana...
- ah, sim...
- e o que tá fazendo pelos lados de cá?
- cheguei em casa, sem ninguém me avisar, vi com meus olhos, sabe? ninguém me contou... minha mãe sangrando, meu padrasto bateu nela, tava com um corte aqui ó (apontamento para a região acima dos olhos)... não pensei nada, fui direto na cozinha, peguei uma faca...
- caralho... e aí, fudeu o cara ou ele tá vivo?
- ele viveu, ainda bem, não tenho nenhum crime nas minhas costas...
(com expressão de desacreditação, me mostra sua identidade, menos identidada que tudo, e comenta "nem parece eu né, eu era professor, dava aula e me meti nessa... preciso de uma identidade, porque sem ela, sou só um indigente qualquer, mas se me pegarem, puxam tudo da minha vida: mãe, pai, de onde sou...")
- mas a polícia tá com mandado ou algo assim atrás de você de qualquer forma?
- não, ele não denunciou... o cara era louco, batia nos filhos, apanhava dos filhos, da família... tudo o mais... e não me denunciou.
- hm... entendo... mas você ainda mantem contato com sua mãe?
- não, não consigo... acho que roubaram o celular dela, não consigo encontrá-la, mas ela sabe que eu estou aqui...
- que coisa...
- você pode me arrumar 1,75 para eu comprar uma latinha? a galera pede grana pra comprar comida, mas eu prefiro ser direto sabe, quero comprar uma cana... eu tava na pedra, aí larguei e fico tomando cana pra passar...
- pedra é vacilo grande...
- é, eu sei... tem amigos meus que ficam com raiva de mim, porque eu não quero mais... me chamam para ir a alguns lugares e eu não vou... descobri que para largar mesmo não é bom andar com o pessoal disso...
- é, dos males, o menor... fique na cana. onde você mora?
- sabe onde é ali o Sesc?
- sei sim...
- você desce direto pra praia, aí no terreno baldio ao lado...
- sei...
- é ali onde eu moro.

sábado, 27 de setembro de 2008

vontade de...

apagar as contas de e-mail, desligar o telefone.
de atropelar o motoqueiro.
de mandar calar a boca aqueles que adoram ser incompreensíveis, além dos que não percebem nada, nada, ao seu redor e perdem tempo fazendo perguntas desnecessárias.
de mandar pra puta que pariu todos os profissionais incompetentes, em especial provedores de hospedagem, que atrapalham a vida dos que sabem fazer certo.
de não ser obrigado a ser carinhoso, só porque eu "deveria" ser.
de não ouvir a todo momento os meus defeitos, pois eles já me consomem naturalmente.
de chegar e dizer "não, não sou capaz de te oferecer isso e se desejas continuar próximo, que me aceite nesse momento, da forma que sou, pois minha energia é prioridade em outro ponto agora".

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

seja solidário: abrace um pelado

não vejo a hora da minha barba crescer novamente. me sinto pelado sem ela. sempre me arrependo ao dar o último corte, pois este é dado somente em prol do convívio social. infelizmente dependo de tal convívio para pagar minhas cachaças no final do mês. mas, fatos repetitivos e engraçados aparecem todos os dias: as pessoas se incomodando com minha doce barba, que apesar de aparentar ter vida própria às vezes, não faz mal a ninguém - talvez para alguns pescoços femininos, quando ela está em fase de crescimento. nada além disso. incomodam-se, pois queriam estar no meu lugar. queriam deixar crescer, ter o prazer de cultivarem um hobby que está presente em todos os momentos de la vida cotidiana. e as mulheres que gostam de barba? aonde estão? estou sempre à procura de animais dessa espécie rara, que se caracterizam pelo simples fato de serem mais mulher que as outras. é inerente, matemática básica: gostou de barba <<implica>> reforço-feminino. são mais selvagens, o sexo geralmente é melhor. é sempre um prazer tê-las por perto, pois você se sente especial simplesmente por ser você mesmo. se sou gordo e feio, sou apenas isso, e, não "mais feio" por vestir minha roupa facial. portanto, quando ver um pelado na rua - você o identificará pelos pequenos pontos pretos no rosto - seja solidário. se for gordinho e feio, mais ainda, pois é possível que ele já sofra por causa disso.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

a mudança, explosões de cabeças e criação de álibis

hoje eu percebi, mais intensamente do que nunca, o que significa a mudança de humor. ao acordar, me deparei com a vontade de não estar... de simplesmente estar lá, e não aqui. agora, estou aqui. satisfeito. sou um grande comodista. presenciei também, agora como espectador externo, a cobrança, a vergonha, o sorriso falso, a vontade de puxar uma arma e explodir a cabeça do homem lateral. é tudo questão de poder, não? uns podem, pedem, mandam. outros dizem "não fui eu", "ah, foi mesmo..." e realizam o desfecho com o tal sorrisão. são esses que, se armados, matariam um monte de gente. e tem gente que merece morrer, nem que seja por alguns minutos. eu mesmo sei que já fui alvo de várias ameaças-imaginárias e, nossa, como devo ter sofrido nelas. com razão, admito. nada como a consciência pesando ainda mais a consciência... dizem que sou grosso, sei que sou - a minha barba, quando grande, reforça essa idéia - mas, pior que o dito, é o saber-disso-e-não-poder-mudar. como sou precavido, aconselho aos novatos: "esse é meu jeito, me aceite". ótimo. crio um álibi antes de mais nada, enquanto me preparo para o "eu avisei". ótimo.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

hello nobody...

"
tonight we have a very special musical presentation.
so, kick back and stretch your sack...
"